Revista

edicao 04 - 6

ENTREVISTA COM ANDREA GIOVANELLA


IDENTIFICAÇÃO:
Nome: Andréa de Oliveira Giovanella Botelho Pereira
Cidade: Angra dos Reis
Estado: Rio de Janeiro
País: Brasil


Formação:
Ensino superior incompleto: Curso de Pedagogia da Universidade Castelo Branco – Polo Angra dos Reis/RJ – 3º Período
Ensino superior em curso: Letras/Libras da Universidade Federal Santa Catarina – Polo INES/RJ – 2º período

Profissão:
Instrutora de Informática para Educação Especial
Agente de Ensino de Libras
Assistência de contabilidade, administração e pegagógica
Assistência de criação de site

Locais de Trabalho:
Apada de Angra dos Reis (Instrutora de Libras),
Prefeitura Municipal de Itaguai (Instrutora de Libras) e
Rio de Janeiro (Digitalizadoras) e

Locais de Estudo: Angra dos Reis e Rio de Janeiro
Contatos:andreagiovanella@yahoo.com.br


ENTREVISTA:
1) Você nasceu surda? Conte um pouco como foi sua infância, adolescência e juventude

Resposta:
Tenho duas histórias diferentes: a historia do meu médico especialista, que disse que adquiri a surdez com uma doença, mas não sabe qual, se foi no período da gestação de minha mãe ou posterior.
Aos 33 anos, tive princípio de meningite, o que fez piorar ainda mais a minha surdez. Já estava morando em Angra dos Reis. Se não procurasse o hospital a tempo, eu estaria era morta. Esta doença é altamente contaminante, e pode passar para qualquer humano. Na época, havia um surto da doença, com campanhas contra meningite e tudo mais. Adoeci um pouco depois disso. Uma vez conheci um caso de um bebê saudável e alegre que faleceu de um dia para o outro, por causa da meningite. Que perigo! A história contada pela minha mãe é a de que quando ainda bebê, já fazendo uso da oralidade e ouvindo perfeitamente, rolei uma escada de mármore de aproximadamente 16 degraus, por descuido da babá. Estava com 1 (um) ano e 3 (três) meses. A queda atingiu o cérebro, e tive amnésia. O grau de audição foi diminuindo a cada ano. De 60 decibéis direita, hoje se encontra em 95 decibéis. A esquerda sempre teve anacusia (não ouve).
Usei aparelho auditivo (prótese) para o ouvido direito até os vinte e sete anos. Depois, larguei porque o barulho que provocava era chato e me incomodava muito. Não conseguia me concentrar.
A prótese auditiva é boa para ajudar a conhecer os diferentes sons, manter um certo equilíbrio e possibilitar a graduação de volume quando se fala, por exemplo: começa falando baixo… vai subindo… normal… vai subindo… acaba se falando alto sem perceber. Para mim, isso é ruim, porque acho que é falta de educação e falta de respeito aos outros que são ouvintes. A prótese ajuda a evitar isso.
Quando eu quero escutar mesmo, consigo fazer isso ao colocar o fone do telefone bem junto ao meu ouvido, mas a pessoa do outro lado tem que falar bem alto. Assim, consigo ouvir a voz da pessoa muito longe. Mas sem conseguir diferenciar se é homem ou mulher. O problema é não saber os sentimentos das pessoas, como por exemplo, risadas, beijos, ameaça, amor, choro e outros. Somente consigo conversar mesmo com as pessoas mais íntimas através do telefone. Mas, depende dos sons que ela vá produzir, das palavras que usará, do jeito de falar comigo… Estou bem treinada com minha mãe e, também, com minha fonoaudióloga, Drª Franber Luíza. Ai, que saudade! Foi ela me ensinou a usar telefone.
Consigo, também, ouvir ao fazer o mesmo com uma caixa de som com volume alto, colocando bem próxima ao meu ouvido. Que beleza! Hoje faço leitura labial com os ouvintes. Se tiver dificuldade, peço que escreva no papel.
Consigo entender os ritmos de música: samba, pagode, forró, rock metal, rock leve, romance, música popular brasileira, valsa, pop, funk, jazz, punk, banda militar, até candomblé! Mas o problema é que eu não consigo entender o que cantor está “falando”. Danço sem entender nada. Isso não me importa. É que importa é sentir os ritmos da música.
Na minha infância, era uma criança brincalhona, agitada e semi-comunicativa. Eu usava a comunicação sinalizada (escola) e oralismo com a família. Minha adolescência, imatura, brincava pouco, era quieta e anti-comunicativa. Usava comunicação total, pois oralizava, fazia muito mímica perfeita e pouco uso da língua de sinais.
No período da pós-adolescência, já me tornei um pouco mais matura, séria, voltando a ser um pouco mais comunicativa. Usava a comunicação total e a bilingüismo (comunidade surda).
Ao me tornar adulta, tornei-me um pouco mais agitada e bem mais comunicativa. Conservei o uso da oralidade com a família e pessoas em geral, além do bilingüismo com a comunidade surda.

2) Você estudou em que escola(s)?
Resposta:
Sempre estudei como aluna inclusiva. Aprendi as duas línguas: língua portuguesa e Libras (Língua Brasileira de Sinais).
De 1972 a 1974, estudei na Escola Municipal Professor José Macedo Soares, de ensino fundamental, 1º segmento, até a 2ª série. Era da classe regular e fazia uso do oralismo.
Em 1975, estudei na Escola Municipal Bento Ribeiro, de ensino fundamental, com classes regulares e educação especial. Estudava na educação especial junto com alunos com síndrome de down, surdos, cegos e deficientes mentais. Eram 9 (nove) alunos portadores de algum tipo de necessidade especial. Adquiri experiência e, também, aprendi a dar e receber carinho e amor com eles. Não havia uso da língua de sinais nesse período.
De 1976 a 1980, fui para a Escola Municipal Professor Augusto Paulino Filho, de ensino especial e regular, 1º segmento do ensino fundamental. Estudava em classes diferentes: classe de surdos e em outra classe regular (reiniciei os estudos da 2ª série, que havia sido interrompido em 1974, pois no ensino especial não tinha específico destas séries). Comecei a fazer uso da língua de sinais, embora não houvesse intérpretes.
Em 1981 a 1984, retornei à Escola Municipal Professor José Macedo Soares, para prosseguir no 2º segmento do ensino fundamental. Estudava só em classe regular, sem fazer uso da língua de sinais. Até teve um período onde pude ter apoio de uma equipe qualificada, mas foi um curto período de apenas quatro meses, e depois o atendimento não mais aconteceu. Eu era a única surda da escola, sem intérprete e nunca repeti de ano.
De 1985 a 1987, ingressei no Colégio Estadual Professor Antônio Prado Júnior, de ensino médio. Mesma coisa: Só classe regular e eu a única surda, sem intérprete. Nunca repeti. Tive muitas dificuldades, mas pude contar com a ajuda de um amigo ouvinte que me foi muito importante neste período. Fazia uso total do oralismo com ele.

3) Desde quando usa a Libras – Língua Brasileira de Sinais?
Resposta:
Na escola Augusto Paulino, foi quando eu aprendi Libras com os meus amigos surdos, pois um dele era filho de pais surdos. Aprendi durante 5 anos convivendo com eles (1975 a 1980). Eu estudava em duas salas diferentes. Na hora do recreio, eu encontrava com eles para me comunicar em língua de sinais e brincar. Quase não me comunicava com meus colegas ouvintes na minha sala regular. Não tinha intérprete, com eu disse, mas a professora, Sra. Norma me incentivava a oralidade e também aos sinais na classe de surdos (Comunicação Total).
Depois, quando passei para a outra escola, não fui mais incentivada a usar a língua de sinais. Ficava sinalizando e fazendo mímicas em casa para não esquecer, sem a presença da família, escondido, porque sentia vergonha. Não era proibido, mas a ordem era fazer uso do oralismo.
Após a formação do ensino médio (1985 s 1987), comecei a me afastar da comunidade ouvinte. Em 1989, também comecei a me afastar dos namoros com ouvintes. Eu estava me preparando para entrar na comunidade surda.
De 1989 a 1993, conheci o meu ex-noivo surdo da Dataprev que me ajudava muito. Assim, ele me conduziu ao caminho que me levava à comunidade surda. Eu nunca vou esquecer dele. Foi maravilhoso! Foi assim que comecei a desenvolver a língua de sinais e ter contato com a comunidade surda, que é parte importantíssima na minha vida.
Hoje, participo de muitas comunidades surdas diferentes: povo surdo de Angra dos Reis e Paraty, faculdade UFSC do pólo INES/RJ, Feneis, seis associações de surdos do Estado do Rio de Janeiro, CBDS e finalmente, Federação Desportiva de Surdos do Estado do Rio de Janeiro (FDSERJ), da qual sou presidente.

4) Você tem duas filhas ouvintes. Como você se comunica com elas e com seus familiares, amigos e público em geral?
Resposta:
As minhas filhas sabem língua de sinais em teoria. Só falta prática para a comunicação em Libras. São pré-adolescentes. Comunico-me e converso com elas em Libras em poucas horas, e oralismo em outras. Acontece ao mesmo tempo, a comunicação total. Não é bilingüismo. É diferente. Aprende-se mais rápido, no caso de ouvintes.
Comunico-me com o meu marido ouvinte e toda minha família em oralismo e um pouco em comunicação total.
Com as outras pessoas em geral, uso a comunicação total.
Para comunidade surda, é claro, uso só língua de sinais (bilingüismo).
Quando eu não consigo ler os lábios das pessoas, conversando, peço a uma das duas filhas para me interpretar com sinais e expressão labial, quando estão próximas a mim. São ótimas meninas. Têm paciência comigo e com os surdos. São ouvintes, brincalhonas! Não pensam ser futuras intérpretes. Elas não querem não!
Atualmente faço uso de três tipos de comunicação: oralismo (família), comunicação total (público e família) e bilingüismo (comunidade surda).

5) O que a Libras significa para você?
Resposta:
Língua Brasileira de Sinais – Libras é a língua materna de surdos. Para mim, acho que não é para todos, que queiram usar de qualquer maneira. É para a comunicação com os surdos. Pela natureza e pelo instinto humano, as mãos movem quando as orelhas não ouvem.
O bilinguismo pode estar em qualquer lugar do mundo. Assim como a língua universal é a língua inglesa e cada país tem sua língua própria diferente. Isso é bilinguismo. O surdo canadense que sabe a língua de sinais é trilíngue, pois além da língua de sinais, ele vive em um país onde há dois idiomas, o Francês e o Inglês. Que interessante!
Qualquer humano pode aprender muitas línguas ou uma só língua se quiser. É um direito de cada um.

6) Conte um pouco sobre o trabalho de ensino de Informática, que você vem desenvolvendo na Feneis/RJ há alguns anos. Quais são seus novos projetos?
Resposta:
Adquiri muita experiência na Feneis – Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos e em outras instituições. Atualmente não estou mais na Feneis. Mas ajudo a Feneis, pela minha vontade. Conheci a Feneis em 1990. Depois tornei-me funcionária por um período de aproximadamente 03 anos, e em seguida passei a trabalhar como voluntária por mais de 12 anos, totalizando mais de 15 anos de envolvimento com a Feneis, de 1993 a 2008. Como disse, adquiri muitas experiências, principalmente no setor de informática. Pela Feneis, desenvolvi os seguintes trabalhos:

criação de setor de informática; criação do curso elaboração dos instrutores de informática; criação do curso de instrutores surdos para alunos surdos oficial pelo Projeto Feneis/ CORDE; criação de Projeto da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro / Feneis do curso de informática gratuita pela segunda vez com apoio dos voluntários instrutores de informática, criação das apostilas para alunos. Criação kit material de manual de instrução para os instrutores feito pela Corde / Feneis; eu e a equipe da Celes com o Sr. Fernando de Miranda Valverde iniciamos I Fórum de Estudos Surdos na área de Informática. Criação de novos materiais didáticas para instrutores de informática feito pelo Projeto Feneis / Corde . O objetivo do setor de informática da Feneis não é só para formar os instrutores. E sim promover produção, economia e educação. Gerar empregos para os surdos, melhorar a didática e oferecer aos alunos boa aprendizagem. A Feneis do Rio de Janeiro é única que tem o setor de informática. Meu sonho é ajudar todos as regionais da Feneis a terem o setor de informática também, para cada uma. Isso vai ajudar a Feneis a desenvolver mais rápido estudos para a educação de surdos.

Palestrei em vários eventos pela área de informática por trabalhos desenvolvidos na Feneis, e por outras instituições. Já produzi cinco livros, sendo dois publicados. Os outros três ainda não estão publicados porque precisam ser reformulados, modificados, passar por uma revisar geral.

As instituições que eu desenvolvi atividades, mais no campo social:
– Primeira diretora sócio-cultural da Associação dos Pais e Amigos de Deficiente    Auditivo de Angra dos Reis – APADA – Período: 1999 a 2001 – desenvolvi trabalho    visando a importância de integrar os surdos com pais e amigos dos surdos.
– Vice-presidente da Associação dos Pais e Amigos de Deficiente Auditivo de Angra    dos Reis – Período: 2001 a 2003 – onde pude ministrar palestras da APADA.
– Fundadora e 1ª coordenadora de Pastoral de Surdos de Angra dos Reis – Período:    2001 a 2003 . Eu e Sra. Eliza, professora de matemática, também é fundadora e    coordenadora ouvinte até hoje, desenvolvemos o teatro Surdos Católicos, dois    encontros de Pastoral de Surdos do Estado do Rio de Janeiro e montamos aulas de    catequese para surdos (eu ajudava formar os surdos e traduzia em Libras com a    interprete Maria Aparecida – Cidinha).
– Fundadora e presidente da Associação dos Surdos do Município de Angra dos Reis    (ASMAR) – Período: 17/11/2003 a 31/03/2007. Desenvolvi projeto de Olimpíada de    Surdos do Município de Angra dos Reis, da qual cinco associações participaram    com apoio da Prefeitura Municipal de Esporte de Angra dos Reis e outros trabalhos.
– Companhia de Teatro de Surdos de Angra dos Reis, onde fui diretora e reitora    amadora com o grupo de surdos em mais de cinco peças. De 2000 a 2006 foram    apresentados em três instituições: Escola Municipal de Educação de Surdos, Igreja    Batista – Ibacen e Pastoral de Surdos, tudo em Angra dos Reis. Amo teatro.
– Na Escola Municipal de Educação de Surdos (EMES), foram nove anos de    ministrando informática aos alunos surdos e alunos surdo-cego. Hoje, não trabalho    mais. Que saudade!
– Atualmente, sou presidente da Federação Desportiva de Surdos do Estado do Rio    de janeiro (FDSERJ) desde 2007.

Eu estou me preparando para desenvolver eventos esportivos principalmente na modalidade futebol, pois a maioria dos atletas surdos são fanáticos por futebol. Este ano aconteceu o I Campeonato Nacional de Judô do Rio de Janeiro, e também atletas surdos da FDSERJ e da Escola Municipal de Educação de Surdos participaram e foram maravilhosos em Olimpíada de Volta Redonda/RJ. Eu preciso agradecer muito aos professores de Educação Física, que são excelentes: Eduardo Duarte e Angela Mara.

O trabalho da FDSERJ é trabalhoso e difícil. Pois muitos surdos estão afastados dos esportes e das associações de surdos. Complicado.

Espero que a FDSERJ se torne mais forte e resista. O esporte é ótimo. Por isso eu quero desenvolver os trabalhos da federação e ajudar os atletas surdos. Complica o fato de eu morar longe. Tenho família. Não é fácil.


7) O que você faz para se divertir ou se distrair?
Resposta:
Distração para mim é uma coisa diferente de se divertir. Distraio-me quando eu estou com problemas particulares, e procuro relaxar fazendo sinais, mesmo na rua e sozinha. Pareço uma maluca, eu sei, mas não chego a oralizar.
Para me divertir, posso citar quatro opções que mais gosto:
Primeira opção: vivo em Angra dos Reis, que é lugar de turismo e com muitas formas de se curtir o meio ambiente, como praia, cachoeira, ilhas, floresta, aventura nas trilhas, passear de canoa e barco, pedalar bicicleta nas estradas perto do mar. Que paraíso!
Segunda opção: quando eu escrevo no meu computador. Quem sabe eu ainda serei escritora no futuro.
Terceira opção: divirto-me ajudando os desportos surdos aqui em Angra dos Reis e qualquer cidade do estado do Rio de Janeiro. Gosto muito de montanismo ou alpinismo, skate e basquete, mas não tenho contato com estes esportes. Só assisto pela televisão, mas participo nas trilhas das florestas. Sou nadadora amadora marítima. Pratico muito. Já participei das competições de 1,6 km (terceiro lugar) e outra 3,6 km (segundo lugar). Meu sonho é participar de uma maratona aquática de 10 km. Vai se difícil. Mas preciso treinar muito para ter resistência. Esta é a minha diversão preferida. Não me importo. É muito importante participar do que competir.
Quarta opção: divirto-me em duas línguas. Agora estou começando a me divertir em terceira língua: espanhola. É sério!

8 ) Quais são seus planos para o futuro?
Resposta: 
Meus planos de futuro são criar lei de esporte para surdos; preparar a olimpíada de surdos do Estado do Rio de Janeiro; retornar no teatro da Pastoral de Surdos; praticar e participar no próximo evento esportivo aquático marítimo; fechar dois livros que atualmente estou fazendo, formar-me nas duas faculdades (Pedagogia e Letras/Libras); viajar para a Europa (Portugal, França, Itália e Espanha), pois tenho descendência italiana; finalmente, ajudar minhas filhas a crescerem e se tornarem boas profissionais, a viverem a arte, a música e o esporte. E claro, ver a minha família feliz.

9) Você é uma pessoa feliz? Por quê?
Resposta:
Sinto-me uma pessoa muito feliz em viver de forma simples, humilde, conciliando a vida em família, meus amigos e a comunidade surda.
Quando penso na sociedade, sou mais ou menos feliz. Porque a sociedade não compreende a comunidade surda, nem os direitos que ela deseja ter.
Quando penso no planeta, sou infeliz, porque o mundo está em risco – meio ambiente, ecologia estão em perigo. Será uma grande catástrofe, e não adiantará se desesperar e chorar.

10) Mais alguma coisa que você gostaria de dizer?
Resposta:
Quero dizer a todos os surdos para que não tenham medo de lutar e errar, pois a vida é curta: nascer, crescer, reproduzir e morrer. Gostaria muito que os surdos cada vez mais ingressassem no ensino de formação superior.
Quero ver todos os surdos praticando qualquer modalidade esportiva e de lazer de sua preferência, para começar agora. Não importa da idade.
É fundamental que as crianças e jovens surdos frequentem, pratiquem e participem de qualquer modalidade esportiva com a presença de laudo médico. No futuro, espero que muitos atletas surdos possam estar participando de eventos olímpicos. Este é o meu sonho.
Não parar nunca. Desistir nunca!
Agradeço a Editora Arara Azul por me entrevistar com muito amor. Felicidade e sucesso! Amo Arara Azul. Amo vocês.



Meu lugar preferido – Praia do Sonho – Paraty/RJ



Teatro de Pastoral de Surdos de Angra dos Reis em 2006
XII – Encontro de Pastoral de Surdos de Angra dos Reis
com o tema campanha da água. Eu e Felipe Batista (surdo)
fizemos as peças “mulher samaritana” e “bomba d´água”.
Foram maravilhosas!



TFormação dos Instrutores Surdos de Informática da
Feneis – Federação Nacional de Educação e Integração
dos Surdos, em 29/11/2003, no INES/RJ. Foi de grande
importância para o futuro dos surdos profissionais.



Um ano de aniversariante da Associação de Surdos do
Município de Angra dos Reis – ASMAR, em novembro de
2004, no dia deste evento tivemos a I Olimpíada Surda.



Registro da época em eu era Instrutora de Informática na Escola
Municipal de Educação de Surdos – EMES durante nove anos
(1999 – 2008). São alunos surdos e de baixa-visão (surdo-cego).
Que Saudade!!



Minhas filhas queridas com 11 anos e 13 anos em 2007



Nesta foto antiga de minha família, estamos eu, meu marido,
Antonio Olinto Bootelho Pereira, e minhas filhas: Andrezza Giovanella
Botelho Pereira – Atualmente com 14 anos Angelica Giovanella
Botelho Pereira – Atualmente com 12 anos


 

Atualmente, Andréa de Oliveira
Giovanella Botelho Pereira (2009)

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